Batendo um papo de rua trilha caminhos para organização de ações.

O Encontro que aconteceu no último dia 09/05,  foi bem típico da rua e traçou algumas ações dos coletivos da cidade.

Batendo um Papo de Rua

O coletivo Papo de Rua é a união de artistas e pessoas de diferentes linguagens da cultura e arte urbana que tem a preocupação em desenvolver, divulgar e fomentar as artes de rua.

Para isso buscamos a evolução da qualidade técnica, profissionalização dos artistas e eventos realizados, produzindo informação, dando acesso e formando um público consciente quanto à arte e cultura urbana.

Na ultima quinta dia 09/05 o coletivo Papo de Rua, realizou um bate papo sobre diversos pontos em torno das artes urbanas e seus universos. Estiveram reunidos na praça dos imigrantes no centro da cidade vários grupos e coletivos das mais diversas linguagens da cultura urbana, atletas do skate e cultura Hip Hop de Campo Grande.

Durante o evento foram debatidos os assuntos :

  * Organização dos coletivos nas realizações de eventos;
*Leis de incentivo, lei orgânica do município, fundos de investimento e estratégias para a     cultura urbana no cenário de Campo   Grande, MS e Brasil.
*Grafite x pichação ou grafite e pichação.
*Ocupação dos espaços públicos.

No final do evento a Guarda Municipal compareceu com o efetivo no uso de suas atribuições dando a famosa geral naqueles que ainda estavam presentes na praça após o final do encontro.

Devido a algumas ”irregularidades” como, por exemplo, portar tinta na mochila alguns presentes foram detidos e levados à delegacia de polícia onde foram interrogados e fichados. Na ocasião o delegado de plantão quis saber o que era o papo de rua e enfatizou que querem acabar com o movimento.
Definimos então a realização de novos encontros com a presença da imprensa, advogados e todos os afins para dar continuidade à organização da arte urbana da Capital do MS que vive um momento de efervescência cultura.

Vale lembrar que o coletivo Papo de Rua não se manifesta a favor e nem contra pichações, as quais que tem sido alvo de grande repercussão nos últimos meses aqui na capital. Entendemos que a pichação é um tipo de cultura urbana que está manifestada em todos os centros urbanos, principalmente nos maiores e que o grafite nada mais é que uma complementação, ou até mesmo a evolução da pichação. A diferença está apenas na estética, porém trata-se basicamente da mesma coisa: tinta na parede.

Lembramos também que este é um assunto meramente corriqueiro comparado aos demais problemas sociais que frequentemente são exibidos tanto na internet como nos demais meios de comunicação,  e que isso é apenas uma estratégia para DESVIAR A ATENÇÃO DA POPULAÇÃO mediante aos escândalos de corrupção e negligencia que fazem parte do nosso dia-dia. Na verdade o que dá pra entender é que estão taxando pichadores como bandidos e os verdadeiros bandidos como celebridades. O que também está sendo discutido é a forma como o criminoso de pichação ou depredação está sendo punido  e não exatamente se vai acabar ou não. Na verdade consideramos impossível pararem de pichar por se tratar de cultura urbana.

Se vivemos em uma democracia, que se faça valer pois liberdade de expressão não é crime e é disso que estamos falando. (Papo de Rua)

Papo de Rua no rolê com CuRuMeX!!!

Entre a cultura do boi e o crescimento das nossas cidades aqui em Mato Grosso do Sul, a sociedade sente e está cada vez mais atenta aos movimentos de cultura urbana pelas ruas. É fato que num estado dominado e vanguardiado por culturas country e sertaneja, fica mais difícil abrir a mente das pessoas para a artes urbanas e movimentos oriundos especificamente das ruas.

Nesse contexto o protagonista do nosso rolê de hoje, o artista, músico, rapper, skatista, empresário e agora bem dizer “fotógrafo” CURUMEX, separou algumas fotos as quais deixam claro a evidência de que a cultura de rua cresce e ganha cada vez mais espaço nos muros e espaços publicos pela city. Nelas estão alguns grafites realizados pelo artista na sua loja de conveniências, locais autorizados e fachadas comerciais. As demais foram tiradas aleatóriamente pela cidade.   Confira as fotos:

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CURUMEX artista, músico, rapper, skatista, empresário e agora bem dizer “fotógrafo”

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A cara da Street Art em latinhas….

Muitos reaproveitamentos podem ser feitos com materiais que ao invés de ir para o lixo, encontram espaço para algum tipo de arte. Geralmente, como já fazem nossos parceiros da Ecoplantar Ltda, os recicláveis usados para tal são relativamente grandes como latões de lixo, maquinas de lavar roupa velhas, pedaços de latão e telhas etc.  Mas em latas pequenas, por exemplo, é uma coisa inusitada. Achei bem interessante blogar essa matéria que encontrei pois esse inglês pega latinhas, isso mesmo, várias latinhas pequenas e transforma tudo em arte, confira.

My Dog Sighs é a alcunha de um conhecido artista britânico que faz suas pinturas em latas de comida que iriam para o lixo e as espalha pela cidade de Londres. Nas peças recicladas e amassadas, ele desenha com precisão rostos que apresentam expressões como alegria, tristeza e mau humor.

A intenção é a mesma da street art: interagir com o público que anda pelas ruas, mas nesse caso sem causar dano permanente às propriedades públicas. O inglês acredita que ao reciclar materiais, ele consegue humanizar seu trabalho, além de dar uma nova função às latas.

mydogsighs

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O projeto é chamado de “Free Art Friday” já que My Dog Sighs cria suas obras e as coloca nas ruas apenas nas sextas-feira de cada mês.

Fonte: Projeto Contem, My Dog Sighs e Natura Ekos

por @guifreizan

Guto Naveira – Estilo e arte lúdica que encontra espaço em residências, empresas, galerias e ruas…

É fato que há quase uns 20 anos quando conheci Augusto Carvalho Naveira, moleque franzino e atentado,  nunca imaginava que iria se tornar um dos artistas de maior expressão na história das artes plásticas contemporâneas da nossa terra.

Guto Naveira é astuto, ele fez o caminho inverso da coisa. Com mais de 20 anos de idade foi embora de Campo Grande com sonhos que nem ele mesmo sabia quais eram, mas entre subempregos e tentativas frustradas de empresariado, como por exemplo um lava jato para carros, deparou-se em determinado momento de sua vida na grande metrópole de São Paulo, a encontrar-se consigo mesmo. Foi neste momento que até mesmo tirado de louco por uns e outros ele se encontrou. Lembrou que quando pequenino desenhava e como uma surpresa , começou, tentou, tentou, conseguiu e não parou mais. Encontrou-se com a arte, ou melhor, a arte o encontrou. Há quem pergunte: mas o que há de tão extraordinário assim na obra de Guto Naveira? A resposta é simples: a autenticidade.

Guto Naveira

Sua obra de tão autêntica tornou-se um novo estilo que mistura o clássico Pop Art com o tradicional cartoon dos desenhos animados e foi então intitulada  Pop Art Cartoon. Esse novo estilo criado por Guto, esboça bem a influência das vertentes tradicionais, com o coloridíssimo universo dos grafites de rua. Sua obra não é da escola de grafite, mas ao observá-la é impossível não remeter-se ao universo urbano. Seus personagens vão de vaquinhas amigáveis a robôs, personas e animais freaks e psicodélicos. 

De volta a Mato Grosso do Sul a pouco mais de 2 anos, nosso amigo Guto serve de exemplo para todos aqueles artistas anônimos sejam músicos, grafiteiros, b-boys, videomakers e MC’s que em determinado momento foram ou são tirados de loucos por alguns, para mostrar que sonhos podem virar realidade, e que para isso basta que nos encontremos e coloquemos em pratica e com força os nossos talentos mais do que nossos defeitos. Hoje o Guto não é nenhuma estrela super famosa, mas vive de sua arte e tem nosso respeito e prestigio  por isso. Salve Guto vida longa ao Pop Art Cartoon!!! Conheça mais sobre o trabalho do Guto Naveira no  blog Arte e Cartoon.

por @guifreizan

Madonna: adotando os streets brasileiros!

A grafiteira Simone Sapienza, a Siss, venceu concurso e sua obra ilustra o disco ‘Superstar’, lançado nesta segunda-feira no BrasilMadonna graffiti

Mais uma artista brasileira está fazendo parte da nova turnê da popstar Madonna. Depois do B-boy Neguin, que já faz parte do grupo de dançarinos, agora foi a vez da grafiteira Simone Sapienza, a Siss, assinar a arte de capa do mais novo single da rainha do pop.

Ela venceu concurso organizado por uma marca de bebida alcoólica e deve conhecer Madonna pessoalmente, nesta terça-feira, nos bastidores do primeiro show da turnê MDNA em São Paulo.

O grafite foi finalizado pelo diretor de arte de Madonna, Giovanni Bianco. A partir desta quarta-feira a música e a capa do disco podem ser baixados no site.

A artista plástica de 40 anos é paulistana e se dedica à arte de rua desde 2010. Fonte Revista Veja

B-boy Neguin fecha o ano em turnê com Madonna

Um dos melhores e mais requisitados b-boys da atualidade o paranaense Neguin, está participando do corpo de dançarinos da nova turnê mundial da popstar Madonna MDNA, que chega aqui no Brasil próximo domingo dia 2Neguin conheceu Madonna em Nova York em 2010 e depois de três convites para fazer parte da sua equipe de dança aceitou o desafio. Neguin já participou e venceu diversos campeonatos de break dance pelo mundo, inclusive o maior deles o Red Bull BC ONE no Japão. Nessa nova etapa, Neguin que desde os 16 anos começou a dançar, colocará em prática nos palcos junto com a rainha do POP, suas experiências de dança de rua e break ficando ainda mais em evidencia no circuito mundial de dançarinos. Salve Neguin, exemplo de determinação para todos os b-boys e artistas de rua de todo o Brasil representa muito, pois saiu do gueto e hoje arrebenta  num dos lugares mais importantes do mundo. Fonte: ego

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Batalha do Rádio – Movimento independente do Rap de Campão

Foi tudo inusitado!

A cerca de 20  dias foi criado o evento no Facebook 1ª Roda de Freestyle de campão com o objetivo de unir rappers, mc’s e toda a galera da cidade que curte o movimento Hip Hop, mais especificamente o Rap, criando uma roda de rima onde aqueles que até então só se conheciam pela internet pudessem se reconhecer pessoalmente e fortalecer um movimento independente. Na roda colaram vários manos mandando suas rimas, alguns curiosos, grafiteiros, skatistas e também simpatizantes.

Disso ficou combinado de criarmos o grupo Batalha do Rádio que com pouco mais de uma semana de existência já possui mais de 1200 membros, o que nos mostra o quanto existe interesse e apelo por iniciativas desse tipo. O mais interessante é que tudo tem surgido da iniciativa independente.

Rolou então no último sábado 24/11 a 1ª Batalha do Rádio que contou com 16 mc’s duelando, na capela pura,  acompanhado pelo beatbox da rapaziada concorrendo a bases instrumentais de rap cedidas e produzidas pelos irmãos do Ataque Visceral como prêmio para os vencedores das batalhas. Neste primeiro sábado os vencedores foram:

1º Lugar – Woompa

2º Lugar – Juninho

3º Lugar – FNK

Sábado que vem tem mais, bora colar lá pessoal que tá muito bacana. Levem suas idéias, suas rimas e junte-se a nós para fortalecermos esse movimento da hora demais!!! Um salve especial para os brothers aliados Alisson Grance , Fernandoff, Yncubuz, Dilson Wiliam, Kadim, Maycon Santos, Marcelo Barreto, Silas Santiago e Canella pela atitude e empenho, é noix mulecada . Obrigado mais uma vez a todos que compareceram e representaram. Confira as fotos:

Cabelo de Rua – Stencil Hair!!!

Que a galera já conhece o tradicional stencil, aqueles moldes utilizados por alguns grafiteiros e grafiteiras em suas intervenções nas ruas e nos muros a gente sabe, agora isso que as meninas do Mistureba Chic trouxeram nessa matéria é muito inusitado: stencil no cabelo.

A técnica é a mesma feita em paredes porem na cabeleira e com spray de tinta especial. Certeza que as minas vão gostar!!! Fonte: misturebachic

Os mini graffites de Pablo Delgado!!!

Já ouviram falar neste nome: Pablo Delgado? Pois é, esse mexicano que hoje está em Londres é um grafiteiro que faz miniaturas de graffiti muito interessantes pela capital britânica. O artista conta que quando chegou em Londres já era curioso para conhecer a cidade pelas referencias artísticas, porém não imaginava que ao ir morar na zona leste, por ser uma área mais barata,  ficou extremamente inspirado pelas inúmeras intervenções de arte de rua que existem na região. Começou então a grafitar portas em miniaturas nos muros, portas diferentes que refletiam a diversidade local e em seguida começou a trabalhar com miniaturas de animais e pessoas. O grafiteiro afirma que, pelo lado artístico, Londres é um lugar melhor para se trabalhar, já que pode viver de sua arte. Mas, segundo ele, é difícil ficar longe da família. Pablo faz neste mês sua primeira exposição na capital londrina e a arte desse maluco é bem bacana, confira.  Fonte BBC Brasil

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Confira mais trabalhos e a reportagem sobre Pablo delgado no site da BBC  Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/11/121106_grafite_mexicano_fn.shtml

Literatura da Rua – Banksy lança livro sobre suas intervenções pelo mundo

“Um muro sempre foi o melhor lugar para divulgar seu trabalho.

As pessoas que mandam nas cidades não entendem o grafite porque acham que nada tem o direito de existir se não gerar lucro, o que torna a opinião delas desprezível.

Essas pessoas dizem que o grafite assusta o público e é um símbolo do declínio da sociedade. O perigo, porém, só existe na cabeça de três tipos de indivíduos: políticos, publicitários e grafiteiros.” (Banksy)

Ninguém sabe quem é Banksy, o artista do estêncil e do spray que tem deixado a marca de sua irreverência em paredes de cidades do mundo inteiro.

Sabe-se apenas que teria nascido em Bristol, no sul da Inglaterra, onde iniciou suas atividades.

A obra de Banksy é inconfundível: ratos de guarda-chuva, macacos ameaçando dominar o mundo, inusitados sinais de trânsito e comentários mordazes sobre a sociedade contemporânea, o consumismo, as guerras e o conformismo.

Sua arte em grafite ganhou fãs em toda parte, é amplamente reproduzida pela internet e já foi vendida por mais de 50 mil libras (R$ 163,2 mil, aproximadamente) em leilões.

Guerra e Spray reúne o melhor de seus trabalhos e expõe alguns de seus pensamentos nas palavras do próprio Banksy. Além das obras criadas para as ruas, o livro inclui também intervenções que o artista fez em locais privados, como museus de Nova York e o zoológico de Barcelona (Espanha).

Excelente para ter em casa. Sensacional para dar de presente. Fonte: R7

(Indicado por Ligia Braslauskas, gerente de jornalismo do R7, @ligiakas)